Quem Sou

É sempre algo entre um péssimo desafio e uma tremenda chatice isso de falar a meu respeito, mas entendo que você – que ainda não me conhece, que chegou aqui por acaso ou mesmo que me conhece pouco – merece saber mais.

I’m, in a few words, I’m just a material girl livin’ in a material world. In a dirty and violent material world, we can say also about this place. In this moment, a material girl living in a material and infected world. That’s what we got.

Meu sobrenome de registro não é Prada, você sabe. Tampouco nasci Monique, mas é assim que você (e quase todas as pessoas do meu convívio atual) me conhece, e é assim que você irá me chamar.

Sou uma trabalhadora sexual (sim, uma Puta – não há ofensa no termo, mas adotar este tratamento requer alguma intimidade comigo e com o tema do trabalho sexual). Sou também uma escritora (e foda-se a modéstia, uma ótima escritora), uma puta escritora feminista – ainda que uma ou outra pessoa prefira dizer de mim que sou “autodeclarada feminista”, na tentativa de me negar essa possibilidade. Não é algo que realmente me incomode: como prostituta, tenho consciência de que boa parte das pessoas sequer me vê como uma pessoa – que não consigam me ver como uma mulher, e mais ainda, como uma mulher feminista, não é de todo surpreendente.

Atuei como acompanhante (pode acrescentar o já tradicional e falso “de luxo”) por muitos anos, normalmente alternando entre as cidades de Porto Alegre  e  São Paulo. Mais raramente e por períodos bem curtos atuei também em outras cidades, mas a maioria delas conheci mesmo em compromissos relacionados ao ativismo feminista na luta por direitos das prostitutas. Desde a chegada da pandemia de COVID-19 ao Brasil e início do isolamento social, exerço meu trabalho de modo apenas virtual, o que pretendo seguir fazendo mesmo depois deste momento.

Publiquei meu primeiro livro, o PutaFeminista, pela Editora Veneta em agosto de 2018, e ele faz parte da Coleção Baderna, uma coleção cujas publicações falam de resistência e da luta dos trabalhadores. É leitura essencial para quem quer entender um pouco as tensões entre feministas e trabalho sexual, mas fala também do trabalho dito “de mulheres” nesta sociedade.

Juntamente com o jornalista Renato Martins criei e edito desde 2013 o projeto de mídia livre MundoInvisivel.ORG, que visa cobrir temas ligados à história e luta das trabalhadoras sexuais ao redor do mundo. Sou também uma das fundadoras da CUTS – Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais, da qual fui membra e presidenta por pouco mais de dois anos. Atualmente, faço parte da coordenação da Articulação Nacional de Profissionais do Sexo.​ Também faço parte desde 2017 do GASC da ONU Mulheres Brasil e sou colunista em Mídia Ninja.

Falo sobre feminismo, literatura e prostituição no meu canal no YouTube, o ZenPutismo. Às vezes, também faço isso em lives nas minhas páginas de Instagram ou Facebook, e divulgo horários e datas aqui no site ou nas redes sociais.

Para me contatar:

E-mail: mpradapoa@gmail.com

Telegram: @moniqueprada

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One Reply to “Quem Sou”

  1. Oi. E além do ótimo texto sobre quem você é no teu site, a escolha da primeira foto foi muito bem feita. Acho que já te disse que inicialmente não gostava muito daquele ensaio, talvez por você estar com a pele muito “branca”, estava acostumado a te ver com a pele morena. Mas com o tempo passei a gostar do ensaio e aquela foto é a minha preferida do ensaio.
    E a segunda foto, nem sei como expressar o quanto eu gosto daquela foto, eu amo aquela foto. Há um raio de sol que bate diretamente no teu corpo, dá um toque muito especial à foto. Além da tua expressão facial, que é a grande atração da foto, na minha opinião.
    No texto você cita um oral intenso e prolongado. De todas as recordações que tenho do tempo em que fui teu cliente, o teu oral é a melhor delas. Como escrevi naquele texto logo depois das primeiras vezes que saímos e que tu publicou no teu antigo site junto com os relatos de outros clientes, o teu oral é inesquecível. Tu não deve lembrar, porque são muitos clientes e muitos encontros, mas a última vez que fomos no motel mais perto da tua casa (tu já morava no teu apartamento atual, fomos lá por causa disso, tu não tinha como se deslocar a tempo para o motel onde geralmente nos encontrávamos ) o teu oral mexeu tanto comigo que precisei segurar na barra da cama para evitar que o meu corpo todo tremesse, foi um orgasmo raro, tão intenso a ponto de causar esse tremor.

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