La Puta Virtual

Uma puta virtual! É o que eu sou agora!

(Reflexões sobre sexo em tempos pandêmicos.)

Na imagem, a escultura Sexy Robot, de Hajime Sorayama

A ideia de comprar (e vender) sexo interativo e totalmente virtualizado não é exatamente uma novidade: mesmo antes do advento da internet, já existiam pessoas dispostas a realizar este tipo de fantasia – e pessoas dispostas a pagar por ela. Talvez os meus mais jovens leitores não tenham chegado a conhecer as linhas de telessexo, amplamente divulgadas na época em jornais, rádio e mesmo comerciais de TV. Talvez mesmo lhes soe estranho, ou algum tipo de mito. Mas sim, elas existiram por muito tempo – além do Tinder telefônico, o 138, e outras tecnologias de pegação esquisitinhas.

Segundo a WikiPedia, “telessexo é (foi) um tipo de serviço telefônico erótico pago ou não pago.” (Esse trecho me remeteu imediatamente a Silvia Federici e suas falas sobre os trabalhos tomados gratuitamente das mulheres como estruturante da sociedade em que vivemos.) Continuando: “requisitado geralmente por homens, constitui em ligar para determinado número e, ao ser atendido, inicia-se uma relação sexual imaginária por meio da voz.” Este serviço, tarifado diretamente da conta telefônica do usuário, foi extinto entre o final do século passado e o início deste século, e me parece uma espécie de precursor das plataformas de sexo virtual atuais.

Diferentemente da prostituição convencional, normalmente as performers que hoje atuam nestas plataformas não mantém nenhum tipo de contato presencial com seus clientes, deixando isso bem claro desde o início das conversações. Talvez por conta disso, e também por receio do estigma, muitas se neguem a considerar este tipo de atividade como trabalho sexual. No entanto, essa resistência é facilmente quebrada, dada a natureza da atividade: sua finalidade é a satisfação íntima do cliente, e portanto as exibições virtuais ou venda de packs eróticos configuram, sim, um tipo de trabalho sexual, ainda que diferente da prostituição ou outras modalidades de sex work. Eu faço questão de deixar isso bastante claro, pois a luta contra o estigma de puta continua me parecendo essencial quando se fala de feminismo. E não vai ser fingindo que não sou puta que acabarei com ele, pelo contrário.

Esta sou eu, em algum hotel por aí

Venho já há alguns anos pesquisando esta modalidade de trabalho sexual, acompanhando algumas performers e plataformas. Sempre muito curiosa mas bastante tímida, e preferindo os encontros presenciais. Me cadastrei em alguns sites nacionais e estrangeiros, e volta e meia, logava, espiava e… saía, sem falar muito com ninguém.

A curiosidade persistia.

Até que, surpreendida por esta crise sanitária assustadora pela qual estamos passando, cedi: virei uma Puta Virtual. Uma entre milhares, ainda aprendendo mas já me divertindo bastante. Vou contar um pouco como tem funcionado este trabalho por aqui, neste site, quase que diariamente. E espero que vocês curtam muito, e a gente possa se divertir assim, à distância, até que os abraços e beijos voltem a ser menos inseguros.

Sigo escrevendo. Sigo a mesma, fazendo quase as mesmas coisas mas restringindo o meu trabalho a encontros virtuais. Que podem, sim, trazer surpresas interessantes.

Você pode adquirir os meus packs de fotos e vídeo me chamando (apenas whatsapp): (51) 999443822. Ou também adquirir vídeos através do Câmera Privê, basta clicar e cai direto no meu perfil (não tenho tido ainda tempo de ficar on line, mas logo resolvo isso. Atualizarei o material com frequência, então vale a visitinha.

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One Reply to “La Puta Virtual”

  1. Vc é maravilhosa….adoro leer ou asistir videos onde vc fala, vc é uma filosofa. Sou da Argentina

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